quinta-feira, 26 de julho de 2007

----Mater Dolorosa----

Segurando a alça daquele do negro caixão de pedra
Vai à mulher de unhas vermelhas marcadas de medo
Dentro dele toda a dor que pesava em seu coração

A menina inconformada, com seu olhar velado
Viu a morte tantas vezes, que perdeu a inocência.
Perdeu o sonho cor-de-rosa de um dia ter amado

Hoje as lagrimas são vermelhas, corriqueiras como o sol.
Fazem-na ver o tom vermelho da morte trágica do amor
Só mostram o que é vermelho das cores do arrebol

Com o sol assim em seus olhos queimando, ascendendo o peito.
O brado de dor é inevitável, pelos filhos, amantes, amores.
Por todos os que morreram no vermelho fogo do estreito

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