A carta
De tão pequenina
não tinha fim
Passava invisível
Por sobre as fronteiras
Aprendeu a voar
Tomou gosto por asas
Planava solene
Pelas correntes de ar
De tão pequenina
Não tinha destino
Vagava e vagava
Sem ter quem a lesse
Passava tristonha
Sobre as cidades
Imaginado a luz dos olhos
Para os quais foi escrita
De tão pequenina
Por não ter destino
Por não ter fim
Pousou o seu pranto
Nas mãos pequeninas
Que não a sabiam ler
terça-feira, 10 de julho de 2007
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