{1}
Nada.
{2}
"Quase isso"
Dê-me um beijo, meu amor.
Que assim eu entendo esse seu jeito
De bater com força nos problemas
Pra acabar com eles mais facilmente
Dê-me um beijo, meu amor.
Eu devo sentir nele essa sua liberdade
Ou nele ancorar sua ansiedade
Assim você não mata aquele velho
Dê-me um beijo, meu amor.
Pra eu não ter de olhar o horror que você causa
Nas pessoas, nos lugares onde você passa.
Arrasando tudo com essa barbárie 'paga'
Dê-me um beijo, meu amor.
Acaba logo com esse caso
Não é obvio que em outra esquina
Vai ter mais divertimento?
{3}
"Acaso foste?"
Eu vou fechar meus olhos, vou!
Como você anda fazendo, é tão difícil!
Eu vou fechar, para que as lagrimas parem de cair.
È tão sólido quanto a sua falta de amor
Ou quanto à falta da falta que você ainda não sentiu
E vou abrir meus braços, abraçar as mães sem filhos.
Tomar neles os filhos sem pais, sem amigos...
Acalentar. O avesso do que você anda fazendo
Dar o que falta a eles, o que não é parte da sua parte.
O que te falta como humano e sobra como cobrador
Vou de mãos dadas a ninguém gritar ao vento,
Aos palanques, ao povo, ao nada.
Gritar a plenos pulmões que a desgraça que nos sobra
E a falta de amor, que enche e transborda.
Nos filhos que ainda não nasceram e mesmo assim padecem.
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