sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Mes enfants

Mes enfants

Je vous appelle“mes enfants”.
ils sont appelles ainsi pour partager
Les mêmes mots et la même couleur des cheveux
Ils divisent aussi mon attention.

Tout la fraîcheur, les rendez-vous, l’infini
Des voix indéfinies et des cheveux foncés.
Tout la magie de la puberte ,
Que je ne comprends pas ,
Et n’est pas mon intention la comprendre

Les armes de feu, les luttes et les folies,
vennent seulement d’eux.
Cette faute d'explication partagé.
Derrière les portes fermées, les intrigues.

Un courage qui je veux avoir.
De regard en regard, du pied á la balle
Á discours enflammes par motifs inattendus.
Toute la futilité que je mérite

Ils sont par les écoles, dans les rues,
Ils sont par les magasins, au parc,
Dans les cafés, chez les librairies, libres.
Alors, sans eux et sans avoir la certitude

Seulement je souhait.
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Minhas crianças

Chamo-os "minhas crianças".
Chamam-se assim por compartilhar
Das mesmas palavras e da mesma cor de cabelo
Dividem também a minha atenção.

Todo o frescor, os encontros, o infinito
Das vozes indefinidas e cabelos escuros.
Toda a magia da puberdade,
Que não compreendo,
E não é a minha intenção compreender.

As armas de fogo, as lutas e as loucuras,
vem apenas deles.
Esta falta de explicação compartilhada.
Atrás de portas fechadas, as intrigas.

Uma coragem que quero ter.
De olhar em olhar, do pé na bola
Á discursos inflamados por motivos inesperados.
Toda a futilidade que mereço.

Estão pelas escolas, nas ruas,
Estão pelas lojas, nos parques,
Nos cafés, nas livrarias, livres.
Então, sem eles e sem ter certeza

Apenas desejo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Caroline

Dentro do escuro. Nada.
Na forma velada
Do seu olhar vazio.

Eu vejo uma muralha muito alta.
E a menina em cima do muro.
Asas se abrem e ela salta,
Salta para dentro do escuro.


, pour tujours .

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Coisas

Sinto balas no morro
Morro
São batalhas no fronte

Sinto medo e morte
Corte
Cabeças certas rolam

Sinto a artéria pulsante
Ante
O carrasco, o morro, a bala

Sinto a terra queimada
Nada
A vala me resta

.

Há luzes, que vistas da minha janela.
Apenas Iluminam e aprimoram a beleza do céu
Eu, eles, nós com a nossa fumaça as apontamos.
Não queremos saber a beleza da causa

Estas luzes, intrínseca teia brilhante,
Bailam na interminável duração de nossa viagem
São como aves coloridas que clamam
Gritos que não chegaram aos nossos ouvidos

Como as luzes que no céu cintilam
São as mãos que nos dão o brilho
Braços generosos, prontos ás dividas.
Que pagaremos com ignoradas vidas

A causa velada dessa claridade baça
Escorre há tempos sob nossos pés
Sabemos sua cor, seu cheiro, seu nome.
Mas a claridade impede de vermos seus/nossos rostos


.

Queridos patrocinadores

È tocante ver suas bandeiras brancas
Quase tão tocante quanto os mortos desta noite,
Quanto o açoite do vento nas esquinas sujas
Ou quanto o choro da mãe do menino que sangra


Eu me encho de muitos sentimentos,
Pelas suas mãos dadas, pelo silêncio.
São como Harpias estes sentimentos,
Fincando através de meus olhos
As garras em sua inocência hipócrita

Movimentos “anti”. Movimentem antes
Suas consciências para o Norte certo
São suas mãos, jovens estudantes.
Que regem o crime contra o qual vocês bradam
As suas mãos, narizes e bocas o sustentam.

Seria tocante levantar suas bandeiras
Se a elas não fosse implícito o sangue
As mortes, a corrupção e o medo.
Que vos aflige tanto e também á mim

.

"Quem poderia estar certo, quando a moral se mede apenas pelo padrão estético imposto ao homem? Cumprido ou não."

sábado, 1 de setembro de 2007

"À Brian de Bois-Guilbert"

Eu me volto
De não ter ido
E louca me revolto
De ter te esquecido

E ao voltar-me
Uso frases complicadas
Farpadas como arame
Emboladas, revisadas

Geralmente pra entreter-te
E ao intento deito o pranto
Após entrever-te
Consciente, me abandonando.

Eu uso frases complicadas
Ao voltar de onde não fui
E sincera mascarada.
Sei que seu Eu não me inclui

Eu.


"Quadérna, o envenenador."

Seus olhos castanhos, molhados e tristes.
Vem alegrar a mesmice do Reino

Quando a dançar feito louco no sereno
Transforma-se no bobo com cajado em riste
Mal sabem que a fome de outrora

É a força da dança de agora
Nem que por uma pequena peça de ouro
Vendeu tua Mãe, teu filho, teu couro.

Oh! Poeta de muitos martírios vãos
Vai deixar sua taça ir ao chão
Ou será para sempre matar pelo pão?