"À Brian de Bois-Guilbert"
Eu me volto
De não ter ido
E louca me revolto
De ter te esquecido
E ao voltar-me
Uso frases complicadas
Farpadas como arame
Emboladas, revisadas
Geralmente pra entreter-te
E ao intento deito o pranto
Após entrever-te
Consciente, me abandonando.
Eu uso frases complicadas
Ao voltar de onde não fui
E sincera mascarada.
Sei que seu Eu não me inclui
Eu.
"Quadérna, o envenenador."
Seus olhos castanhos, molhados e tristes.
Vem alegrar a mesmice do Reino
Quando a dançar feito louco no sereno
Transforma-se no bobo com cajado em riste
Mal sabem que a fome de outrora
É a força da dança de agora
Nem que por uma pequena peça de ouro
Vendeu tua Mãe, teu filho, teu couro.
Oh! Poeta de muitos martírios vãos
Vai deixar sua taça ir ao chão
Ou será para sempre matar pelo pão?
sábado, 1 de setembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário