sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Coisas

Sinto balas no morro
Morro
São batalhas no fronte

Sinto medo e morte
Corte
Cabeças certas rolam

Sinto a artéria pulsante
Ante
O carrasco, o morro, a bala

Sinto a terra queimada
Nada
A vala me resta

.

Há luzes, que vistas da minha janela.
Apenas Iluminam e aprimoram a beleza do céu
Eu, eles, nós com a nossa fumaça as apontamos.
Não queremos saber a beleza da causa

Estas luzes, intrínseca teia brilhante,
Bailam na interminável duração de nossa viagem
São como aves coloridas que clamam
Gritos que não chegaram aos nossos ouvidos

Como as luzes que no céu cintilam
São as mãos que nos dão o brilho
Braços generosos, prontos ás dividas.
Que pagaremos com ignoradas vidas

A causa velada dessa claridade baça
Escorre há tempos sob nossos pés
Sabemos sua cor, seu cheiro, seu nome.
Mas a claridade impede de vermos seus/nossos rostos


.

Queridos patrocinadores

È tocante ver suas bandeiras brancas
Quase tão tocante quanto os mortos desta noite,
Quanto o açoite do vento nas esquinas sujas
Ou quanto o choro da mãe do menino que sangra


Eu me encho de muitos sentimentos,
Pelas suas mãos dadas, pelo silêncio.
São como Harpias estes sentimentos,
Fincando através de meus olhos
As garras em sua inocência hipócrita

Movimentos “anti”. Movimentem antes
Suas consciências para o Norte certo
São suas mãos, jovens estudantes.
Que regem o crime contra o qual vocês bradam
As suas mãos, narizes e bocas o sustentam.

Seria tocante levantar suas bandeiras
Se a elas não fosse implícito o sangue
As mortes, a corrupção e o medo.
Que vos aflige tanto e também á mim

.

"Quem poderia estar certo, quando a moral se mede apenas pelo padrão estético imposto ao homem? Cumprido ou não."

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