terça-feira, 17 de abril de 2007

Pablo Neruda

(Klimt)
Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.Nega-me o pão, o ar,
a luz, a Primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Um comentário:

Unknown disse...

pablo neruda... lindo como sempre...

agora o blog é:
http://www.panoramainternacional.com/imparcimonia.php

coluna de arte experimental... :)
beijos nas asas...